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27/11/2017 - 21:11

POEMA DE EMILY DICKINSON: Não foi a morte pois estou em pé

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POEMA DE EMILY DICKINSON

The complete poems of Emily Dickinson

Número 510

Edited by Thomas. H. Johnson

            Traduçao de Jorge da Cunha Lima

 

 

Não foi a morte, pois estou em pé,

E tudo o que está morto, deita –

Não foi a noite, quando todos os sinos,

Põem a língua de fora, ao meio dia.

 

Não foi a neve congelada, sobre minha Carne

Sinto o vento morno do Siroco – rastrear-me –

Nem o fogo – apenas meus pés de mármore

Deixaram um frio suave no altar da capela –

 

E mesmo assim senti o gosto disso tudo,

As imagens que eu vi,

Em ordem unida para o funeral,

Lembram-me de mim, em mim –

 

Como se minha vida estivesse depilada,

Para caber, sob medida, na moldura,

E para que eu não pudesse respirar, sem uma senha,

E isso fosse- um pouco- a meia noite –

 

Quando tudo, com impulso, parou,

E espaço congelou em torno –

Primeiro lamento do Outono –

O gelo repeliu o chão batido –

 

Tudo o mais, qual o caos – frio – sem fim –

Sem o mastro, o que espero –

Sem Terra a vista –

Para justificar – Desespero.

 

 

 

 

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21/11/2017 - 00:05

ENTRE O TEMPO E EU – TA NEHISI COATES

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“Between the world and me”:   TA NEHISI COATES

 

Seria demais se não fosse perfeito. Coates é um correspondente do Atlantic News, que fez sucesso com suas matérias jornalísticas. Agora, escreve cartas para seu filho. Não cartas para ensinar a fazer poesia, como as de Rilke, nem cartas para ensinar ética e filosofia ao filho branco. Cartas que resultaram num grande livro: Entre o Mundo e Eu.

Ele fala ele e as coisas do mundo. O medo, que é sempre o medo que o corpo tem da morte. Sobretudo para um menino negro de 6 anos em West Baltimore. Sobretudo o que ele guardou, em segredo, de um dia terrível em que outro menino tira um revolver debaixo do blusão e aponta-lhe dizendo que vai mata-lo.

Sobretudo todos os dias em que aprende a proteger o corpo da morte. Sobretudo os dias em que aprende coisas incompreensíveis e inúteis na escola, mas que aprende pois tudo é necessário para sobreviver.

Fazer amigos, conviver, visitar os primos, levar bronca da avó, e surras do pai, que o surra por amor, para que ele aprenda. Melhor aprender em casa do que levar porrada na rua.

Isso é só o começo. Leia esse livro. Explica melhor uma civilização baseada na raça do que todos os manifestos que você já leu.

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16/11/2017 - 13:36

PRIMEIRA SEMANA EM NOVA IORQUE

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Longe de São Paulo, no chamado primeiro mundo, não se colhem flores.

Nos Estados Unidos continuam matando inocentes com fuzis comprados no super mercado.

Trump insiste em reformas fiscais. Sempre prejudicando os pobres em favor do ricos. Agora quer impostos sobre empréstimos feitos por estudantes para pagarem seus cursos.

Os preconceitos e os ódios sexuais produzem uma reação exagerada. A sexologia tomou conta das exposições, dos teatros e da mídia em geral. Se há coisa chatas coo a expo do New Museum, um porre de sexo mal pintado, há coisa notáveis como o musical KINKY BOOTS, sobre uma fabrica que começou a produzir botinhas brilhantes para drag queens inglesas. Billy Pofrter, que faz Lola, ganhou tonis e emmys, com uma representação acima do genial.

Vi, da janela de um ótimo arquiteto de N.Y., em Greenwich Village, o grande vazio deixado pela Torres Gêmeas. É verdade que acenderam em seu lugar um fósforo de cristal iluminado como a saudade, mas que não recoloca o sonho em seu lugar. Nem o sonho da grandeza americana, nem o sonho desvairado de Bin Laden.

Mas dizem que o frio civiliza. Três graus abaixo de zero.

 

 

 

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11/11/2017 - 20:26

NEIL FERREIRA

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Soube, na distância de dez mil kilometros, que o Neil morreu. Amigo tão permanente não morre nunca. Fica no humor de quem escreveu o português mais explícito da língua portuguesa. Escrevia o que desejava dizer. Dizia o que se precisa ouvir. Em publicidade. Em política. Em amizade.

Veio cedo ao meu convívio, o que me engrandeceu em prosa e verso.

Para fazer a campanha do Carvalho Pinto. Não ensinou Padre Nosso ao vigário, pois não existia ainda a comunicação política. Mais ou menos que inventou. Lembro-me que Carvalho Pinto tinha o peso da dignidade, mas CP, o magno das finanças, a gente levava na lapela: um pintinho amarelo carregando a vassoura do Jânio Quadros. Ganhou de lavada e ficou íntimo da galera.

Pro Montoro fez campanhas e nos ensinou a caligrafia política. Resmungava muito, até por os pontos nos ii e o chapeuzinho na imprudência.

Escreveu uma carta prefacio “Ao Querido Jorgito”, publicada como posfácio em meu livro Véspera de Aquarius.

–Como você pode publicar um posfácio que esculhamba o seu livro, perguntavam-me os amigos, sem perceberem que, de amigo, era o posfácio. Dizia, assim, que eu só deixava o leitor olhar o livro pelo buraco da fechadura, pois reservava o invisível para a elite que estava lá dentro.

Acompanhei-o, padrinho e amigo, no casamento e na vida. A vida é mais sincera do que a fama. Ficaram um pouco meus, suas casas, sua mulher, seus filhos. Família é a amizade, não são parentescos.

Visitei-o faz pouco tempo, no Einstein. Foi muito bom, ficar algum tempo, ao lado do anuncio fúnebre que ele sussurrava com ironia e tristeza. Gostava mesmo é da vida, e tinha suas razões, a gente só gosta do que constrói: textos e contextos.

Não é que faz falta. Faz ausência. E ausência é o que falta de nós mesmos.

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26/10/2017 - 16:53

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O BRASILEIRO É HONESTO

 

A pesquisa feita pela DATA FOLHA sobre a percepção dos valores pessoais dos brasileiros e dos valores que representam o Brasil hoje, é sensacional. Há uma percepção da capacidade afetiva de cada um de nós, com a palavra que a define: AMIZADE. E a percepção de que o valor ou vício mais perceptível é a CORRUPÇÃO.

De fato isso confirma que o sentimento da amizade prevalece sobre todos os demais e de que o brasileiro é mais afetivo do que racional.

Confirma ainda que percebe a presença avassaladora da corrupção como um comportamento nacional.

Isso não quer dizer, como alguns comentaristas de televisão tem afirmado, que a amizade é um pretexto para encobrir as más ações dos amigos nem que a corrupção seja um valor dos brasileiros, mas uma realidade do país e não do brasileiro.

Em segundo lugar, duas percepções paradoxais: a ALEGRIA do brasileiro e a VIOLÊNCIA no Brasil. Dois fenômenos perceptíveis a olho nu. Em qualquer oportunidade o brasileiro manifesta alegria. Em qualquer circunstância sofre as consequências da violência.

Em terceiro, para não irmos mais longe, vemos que o brasileiro se considera HONESTO, mas constata que o Brasil é profundamente DESIGUAL. Assim, homens honestos, que somos, podemos perceber a profunda presença da desigualdade. Essa desigualdade é geográfica, centro e periferia, é social, pobres e ricos, é humana, analfabetos e escolarizados.

Todas as outras percepções são de valores positivos como FAMILIA, CONFIANÇA e CORAGEM. Da mesma forma consideram na vida real: AGRESSIVIDADE, BUROCRACIA e DESPERDÍCIO.

ESSA RICA PERCEPÇÃO DO BRASIL E DOS BRASILEIROS NÃO É A MESMA QUE OS PARLAMENTARES TEM DO BRASIL. PARA OS DEPUTADOS E SENADORES NÃO HÁ CORRUPÇÃO NO BRASIL. MAS HÁ A ALEGRIA DOS PRIVILÉGIOS QUE DESFRUTAM.

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07/10/2017 - 16:31

O SUPREMO EM HORA DECISIVA

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Uma decisão judicial só pode ser contestada por recursos judiciais devidamente contemplados pela lei. No Brasil desta quadra o Senado Federal parece inaugurar um comportamento inconstitucional de contestação das decisões da justiça e até mesmo optar por não cumpri-las.

Isso estimulou a que réus, em qualquer instância, em vez de se desculparem perante a sociedade, como acontece no Japão e outras nações civilizadas, vilipendiem as decisões judiciais em todos os níveis, desde a denuncia até a condenação, como se bandidos fossem os juízes, não eles.

Advogados de defesa, a bom soldo, montaram uma orquestração de desmoralização da justiça, cujo desfecho anuncia-se prejudicial à democracia.

Para exageros, eventualmente praticados por ambos os lados de uma contenda, há remédios legais, claramente definidos em lei. Adequado seria recorrer-se a eles em vez da baixaria verbal estabelecida como praxe e amplamente divulgada pela mídia.

Incumbe ao Supremo, ainda que se utilizando de diplomacia na aplicação dos meios, tentar por ordem na atuação dos poderes e aparatos de defesa judicial.

É claro que o Supremo pode modificar decisões de instâncias inferiores, mas ficar cima do muro ou desconhecer ameaças, acabará por torna-lo um poder bem menor do que o indispensável.

Nenhum corporativismo de natureza política ou econômica poderá prevalecer sobre o poder constitucionalmente criado para interpretar a lei, de que a constituição é capítulo superior. E quanto a isso não há sofismas nem afrontas aceitáveis.

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01/10/2017 - 15:06

ROCK IN RIO NO CORPO

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Norman Mailler afirmou em artigo histórico escrito para uma revista francesa nos anos sessenta, que o jazz era o orgasmo da música.

Afeiçoado ao rock, desde suas primeiras manifestações no século passado, estou chegando à conclusão de que o rock seria a histeria da música. No sentido freudiano do fenômeno, o rock produz um irrisão orgânica ( histeria) no autor, nos interpretes e no público, da mesma forma que o jazz produz orgasmo.

Contudo, o orgasmo é uma emoção resultante, tem seu desenvolvimento e seu ápice. Todos gozam num ou noutro momento do êxtase.

Histeria perdura, contamina e se reduz à lágrimas nos mais sensíveis.Assim, o Rock in Rio é um mar de lágrimas. Ninguém ri ouvindo Alice Cooper.

Já o blues é a melancolia da música, desperta um estado quase doentio de nostalgia. Não se adapta aos grandes espetáculos de massa. Ferve nas caves sombrias. Uma vez tive a ventura de assistir Thelonius Monk no Village Vanguard em N. York. Ficamos três horas petrificados, com ele no piano.

Todos esses formatos resumem o principal da estética musical anglo-saxônica, com que a contribuição negra aprofundou e libertou as carências brancas da cultura ocidental.

O samba, que tem as mesmas raízes e produz outro efeito estético, não pode ser enquadrado em qualquer doença da emoção. Ao contrario, liberta o criador, quem executa e quem o expressa. Uma noite, no João Sebastião Bar ouvi Elizete Cardoso cantar Jobim. Parece que me tinham dado uma carta de alforria estética para o resto da vida.

Se no rock o público clama por piedade, no samba o corpo retribui sem pedir nada.

No jazz o público não precisa reservar um quarto para gozar coletivamente. Goza, sem medo de ser feliz.

Já no blues o corpo se veste para um encontro apropriado com deus.

A verdade é que a música popular é um compêndio de psicologia tão rico quanto a literatura, destacando-se Dostoievski entre os demais. Mas a música tem sobre Dostoievski e demais autores a vantagem que propicia uma leitura feita pelo corpo. E o corpo não mente.

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20/09/2017 - 14:53

QUEERMUSEU

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Os valores criativos de uma sociedade são sempre democráticos, pois se destinam a todos os cidadãos. Mesmo quando o mercado reserva as obras de arte para circuitos fechados, a nação continua a produzir a sua cultura, mesmo em suas plataformas mais pobres. Hoje, as periferias urbanas constituem os núcleos mais criativos da sociedade, com seus rappers, seus grafiteiros, poetas, compositores e cantores.

 Mas a arte, seja a consagrada, seja a que procura seu nicho de visibilidade, é um instrumento poderoso para valorizar a marca de um produto industrial ou de uma prestadora de serviço. Toda a quantia aplicada num projeto artístico costuma ter um retorno expressivo, mesmo quando dispensa o apoio do incentivo fiscal. O Itaú Cultural consolida a imagem do Banco Itaú que o financia. a Fundação Bradesco que promove a elevação humana de 200 mil estudantes tem mais significação do que o próprio Bradesco. O Centro Cultural Banco do Brasil tem uma presença artística relevante, que melhora muito a imagem da instituição. O Santander que reúne um acervo significativo dos bancos que o formaram, como o Banespa, ao divulga-lo presta um grande serviço à população quanto a ele próprio.

 A marca empresarial ou institucional acaba por confundir-se com os valores artísticos que promove. E qualquer empresa precisa vender seus valores, junto com sabonetes, automóveis ou debentures. Para os bancos, que ferem a sensibilidade do usuário, com altos patamares de juros, mas prestam um serviço indispensável ao desenvolvimento econômico e às necessidades humanas, é fundamental essa identificação.

 Quando uma instituição se cola à criação artística, realiza uma missão meritória e necessária, além de confundir-se com esses valores. O valor de uma obra de arte transcende à significação de seu conteúdo. Os critérios convencionais de moralidade não servem para a avaliação da obra. Toda obra de arte é moralmente boa, mesmo que considerada pornográfica por outros cânones, ou esteticamente medíocre segundo a avaliação dos críticos. Assim, uma obra de arte, pode ser julgada pelo esquecimento, mas nunca pela intervenção do Estado ou de instituições civis do poder.

 Nesta perspectiva e muitas, nada justifica o fechamento da Exposição QUEERMUSEU, patrocinada pelo Santander no Rio Grande do Sul. A pressão de um grupo radical, ultra direitista, é um direito constitucional, desde que exercida em padrões legais e civilizados, mas não pode ser a razão de censura explicita sobre evento cultural.

 A referida exposição, bastante extensa, mostra algumas obras com temática menos recomendáveis à contemplação de menores, o que poderia ser facilmente resolvido expondo-as em salas especiais com a devida advertência aos pais. Isso é feito até na televisão que atinge milhões de pessoas, mesmo quando não se trata de exibição de obras artísticas. Simplesmente fechá-la é uma atitude precipitada, medrosa e inadequada.

 O perigo dessa atitude nos remete a períodos negros da historia politica do Século XXI. Começa com a agressão a um colega que não pensa como você. Prossegue com o sequestro de livros considerados inadequados. Continua com o fechamento de uma peça de teatro que não agrada aos mandatários circunstanciais do poder. Tudo é feito com uma certa ingenuidade moralista, como se os verdadeiros detentores do poder não tivessem nada a ver com essas manifestações.

 Depois, se oficializam como diretriz explicita do estado poderoso. Foi assim com Hitler e com Stalin e tantos outros ditadores que dominaram nações eslavas, latinas e árabes. Minha analogia pode parecer exagerada, mas a história prova que as grandes tempestades sempre começaram com uma simples nuvem.

 

 

 

 

 

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15/09/2017 - 15:51

MATRIMONIO EM CINQUE TERRE

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Casa-se numa circunstância de amor e geografia. Um monastério do Século XIII nos altos de Monterrosso.

Dois países se encontram no porto lapidar do amor. Duas famílias se medem na diferença, na distância, nas semelhanças e no afeto que fecha o laço.

A pedra lapidar do que será são uma pedra e uma clara esperança : PIETRO E BIANCA.

O séquito da desordem tropical desagua na alta alegria burguesa dos milaneses. Contudo, sem bons discursos não ha cerimonia que se registre.

Num matrimonio, mesmo em rígida ortodoxia, os ministros são os próprios noivos. Depois, as bênçãos dos que os amam, amigos, irmãos, padrinhos, do pai presente na morte e de Emília.

Depois de todos os dizeres, belos , alegres e proféticos, quem pôs o ponto na frase apaixonada do encontro foi o noivo, com palavras de enlevo e um beijo que lacra o permanente.

A cozinha e o ritual elegante traduziam na mesa e nos salões do mosteiro o paladar e a beleza do que acontecia.

Uma forte chuva do mar Tirreno abençoou o matrimônio, sem romper o toldo transparente do céu de Monterrosso sobre a dança pagã do contentamento.

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02/09/2017 - 16:17

O CARRO É UMA ARMA

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Um carro é uma arma. Só pode ser arma a máquina que atinge cem quilômetros por hora em 10 segundos. Foi arma assassina em Londres, Paris, na Alemanha e agora, nas Ramblas de Barcelona. Matou turistas e namorados, crianças e pais desesperados.

Tudo é arma, na ingênua estrada do movimento: um trem , um avião, a motocicleta, e até a bicicleta. Arma na mão de um terrorista. Arma na mão de um condutor irresponsável.

Flanando pela Paulista, neste domingo de sol, entre sons de todos os matizes, entre barracas de comidas, camelos de brincos e valises, entre famílias e namorados de todos os gêneros, sem temer a trombada, constatei que o espaço público, só é público sem armas.

Fechada aos domingos para carros e conexos, a Paulista torna-se parque, de diversão e outros fazeres. Nela, neste domingo, , milhares de paulistas, estrangeiros, cidadãos e forasteiros, vingavam-se do inverno duro, tomando sol na nuca e no bíceps duro.

Já em casa, da janela, ouço o som privilegiado dos Picanhas de Chernobyl, não mais o som ardido do FORA TEMER ou do FICA TEMER.

Numa rua desarmada, quem manda não manda nada.

No espaço público é mais fácil ouvir piada. Tomar sorvete e curtir os pés em cima da sandália. Na rua, o trambiqueiro é o mesmo que, no parlamento, é nobre deputado. Um quesito que falta na Reforma Politica é criar espaços públicos, sem carros nem deputados. Espaços depurados.

 

 

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