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19/04/2018 - 10:31

O ENIGMA DAS ELEIÇÕES

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Nunca antes na historia do Brasil tivemos tantos candidatos às eleições, sem sabermos quem verdadeiramente é candidato. Candidaturas transformaram-se num cabide para pendurar as conveniências.

O centro liberal, embora pareça ser a solução atual para o pais, é tão pouco convincente que não consegue elaborar uma plataforma e fixar uma liderança capaz de unir os muitos candidatos e convencer o eleitorado. Tem uma dúzia de candidatos. Se não se unirem, nenhum deles vai para o segundo turno.

A extrema esquerda é um megafone a berrar ideologia minoritária, com apoio de movimentos de insurreição quase anárquica. Tem dois candidatos com índices baixíssimos na pesquisa.

A extrema direita, fascista, de Bolsonaro, no cenário da violência, oferece paz armada, com porte de arma para matar bandidos e um porte moralista para acabar com a diversidade. Pode ir para o segundo turno, conforme as pesquisas.

A esquerda populista tem nome, Lula, e endereço, prisão de Curitiba, mesmo não sendo nem podendo ser candidato é candidato. Tem, num quadro tão dividido, maioria no eleitorado. Pode transferir votos, mas não é garantido que essa transferência leve ao segundo turno.

A esquerda angélica, com Marina, tem visibilidade, fieis, e herda votos de Lula. Pode ir para o segundo turno.

A esquerda institucionalizada no PSB apresenta a grande novidade, Joaquim Barbosa, uma grande presença sem plataforma definida.

A esquerda oportunista, com Ciro Gomes, tem parte do Nordeste, pode herdar alguns bons votos de Lula e, apesar dos baixos índices atuais, vai crescer. Pode chegar ao segundo turno.

Os nanicos são os nanicos. Aproveitam as eleições para tutelar partidos irrelevantes que não deveriam existir.

Tudo isso ainda vai mudar.

Candidatos ao legislativo não toleram ver os recursos partidários desperdiçados com candidatos inviáveis. Candidatos fracos não favorecem a corrida ao Senado e à Câmara.

A aproximação das eleições, com a saída de Lula, muda o perfil do cabide. Melhor ficar no banco de reservas do que pendurar as chuteiras.

As pesquisas de agosto dirão quem tem chance de pole position. Os interesses haverão de prevalecer.

Mas nunca, na historia do Brasil, alguém se elegeu presidente sem o apoio da classe media trabalhadora e do povão.

A não ser que surja um cavaleiro da esperança, incógnita sempre arriscada.

 

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18/04/2018 - 11:12

O ENÍGMA DE AÉCIO

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Para o homem comum, a mala com quinhentos mil reais em frente de uma pizzaria, conta mais do que toda a erudição de uma ministro do Supremo tratando do mesmo assunto.

Por isso mesmo não vejo qualquer razão para Aécio dizer-se tão tranquilo após o Supremo Tribunal Federal transformá-lo em réu.

É claro que a justiça brasileira oferece recursos infindáveis a réus ricos ou capazes de solicitar ajuda financeira para tocar os processos. É claro que um foro privilegiado, assim denomina-se por privilegiar o réu.

Mas a justiça popular para um homem de bem já é terrível; a justiça da sociedade para um político é insuportável, porque ele perde a razão de existir que é manter-se no poder

Politico sem mandato é pulmão sem oxigênio.

A simples condição de réu já afasta Aécio da militância e do comando partidário. Os candidatos do partido aos diversos cargos eletivos preferem afastá-lo da convivência eleitoral. E isso é amargo para um politico que quase se elegeu presidente da República.

Toda essa tristeza moral que abala o país desde que a Lava Jato abriu a Caixa de Pandora da Corrupção deve nos servir de lição.

Mudar o mundo e os instintos delinquentes de alguns protagonistas é impossível, mas submeter-se ao pacto social da ação politica em termos elevados é possível. A lei deve submeter os atos políticos exatamente porque o homem torna-se meio cego quando os interesses pessoais prevalecem sobre os interesses do bem comum.

Creio que os políticos que se vergam perante tais circunstancias podem tornar-se ingênuos. Não percebem o quanto devem ao DNA, não atinam que não se pode conversar e muito menos acreditar em bandidos. E muito, muito menos ainda, pedir dinheiro emprestado ao corruptor notório.

O que transforma jovens promissores em malfeitores é a sedução do poder.

Na mesma Roma você pode ser um Cicero ou um Calígula. Ambos eram de boa família.

 

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19/03/2018 - 17:12

OS BRIC E O BRASIL

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Putin não é bobo não. Há menos de uma geração, a Rússia parecia um país econômica e politicamente combalido. Seu único galardão era pertencer ao BRIC, junto com o Brasil a China e Índia, como países em desenvolvimento que se destacam no cenário do mundo. Quando há seis anos um comentarista americano disse que a Rússia teria um papel geopolítico fundamental, foi objeto de gozações.

Hoje, Putin e a Rússia incomodam o mundo de uma forma incrível. Eleições nos Estados Unidos, envenenamentos na Inglaterra, empurrões na Criméia, alinhamentos internacionais, sanções da Europa, e assim por diante.

Enquanto isso a China torna-se um dos países mais importantes da historia. Seu crescimento, quando é baixo, atinge 7% ao ano. Sua produção industrial enche as prateleiras do ocidente e do oriente. Seu poderio militar é crescente, comparando-se ao dos Estado Unidos. É o maior credor dos cofres nacionais de Trump.

A Índia, com todos os problemas da desigualdade social, tornou-se uma grande potencia tecnológica, numa democracia estável, com razoável crescimento econômico. Krugman considera o crescimento da índia notável e coloca-a entre os países na melhor fase de desenvolvimento no mundo.

O único subdesenvolvimento crescente no BRIC é o do Brasil, apesar de toda sua potencialidade. Ressalvada a produção de grãos, regredimos em tudo, saúde, educação, segurança, confiabilidade. Apesar da Lava Jato, os corruptos resistem heroicamente. Quando nosso PIB sai do zero, os titulares do poder soltam rojões.

Em Outubro teremos eleições presidenciais e legislativas. Precisamos mudar de cabo a rabo. SENÃO ACABAMOS SAINDO DO BRIC OU OS BRIC ABANDONARÃO ESSA DESAGRADÁVEL COMPANHIA.

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10/03/2018 - 13:32

FORA DE MODA

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Uma roupa precisa falar com o corpo. Sem essa conversa, a roupa que vestimos fica feia e desagradável. Por isso, ás vezes, no dia seguinte, repito a mesma indumentária, pois a conversa ainda não tinha acabado, seria agressivo vestir outra roupa.

Há mais de vinte anos ganhei da Glorinha um blazer azul marinho de veludo cote lê, da Fiorucci, que uso até hoje. Um papo descontraído. Poderia usá-lo de cuecas, tal a informalidade da convivência.

Uma vez, vi numa vitrine encantadora, em Como, com um manteau de lã cinza, xadrez, bem mais caro do que as liras disponíveis. Mas o casaco me chamava. –Está frio. Você vai se resfriar. Entrei, Vesti. Comprei. Em todas as minhas viagens para o frio, lá vai ele, com o passaporte. Continua impecável como na vitrine. Contando a convivência está de graça.

Outra vez comprei um sapato high tech, preto, sem salto para não incomodar a coluna vertebral. Toda a semana mandava engraxar. O escritor Reinaldo de Moraes me achava o cara mais elegante do mundo. O sapato era horrendo, me olhava de baixo para cima, como se fosse um chapéu, de cima para baixo.

Onde sou infiel, pois fica perto do cérebro, estão inúmeros chapéus. Cada lugar que passo compro um. Conheço o cangaço, a Torre de Londres, o Louvre e a Via Veneto, por causa de meus chapéus. Conversa difícil pois o chapéu pontifica. Todo chapéu se imagina uma coroa. Cada chapéu uma sentença.

E as meias, mais humildes, falam com o corpo inteiro. O prumo não vem da calça, vem da meia. Um vez a Nessia me presenteou meias de cashmere. Aquela namorada era mesmo chic, morava em Nova Iorque.

Gravata é ideologia. Ideologia de classes. Só fala com os outros. Por isso, mesmo na Campanha das Diretas usávamos gravatas amarelas.

E no longo capítulo das camisas, o homem é a camisa que usa. Reconheço um coxinha pelo colarinho. Nunca é igual ao do homem comum. Entre o paletó e o corpo a camisa fala pouco. Um é o outro. Não tenho preferencias, desde que não me enforquem. Em matéria de camisas sou democrático. Diálogo com qualquer bandeira.

Não vou falar muito das calças. Depois do jeans só o jeans conversa. Conversa com as genitálias.

 

 

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09/03/2018 - 19:11

E AS MULHERES PINTORAS?

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O Artigo da Milu Villela, do MAM, e Nadine Gasman, da ONU, além de diversos posicionamentos adotados contra o comportamento patriarcal e a favor dos direitos básicos da mulher, sempre sonegados, levanta uma questão, quase desapercebida, a ausência da assinatura feminina e do reconhecimento artístico nos cânones do ocidente.

Até o surgimento do modernismo, a presença da mulher como autor atuante das artes plásticas foi diminuta. No Brasil, por condições raras de oportunidade, destacaram-se como pintoras e atuantes culturais, Tarsila do Amaral e Anita Malfati, secundadas por Djanira, Maria Leontina, Yolanda Mohaly, entre outras notáveis artistas. No pós modernismo, as pinturas consagradas com os maiores valores de mercado são de mulheres. É verdade que até mesmo no renascimento houve pintoras mulheres, cuja notoriedade precisamos buscar em pesquisas arqueológicas, como é o caso de Artemisia Guilecheschi, que, além de pintora, aristocrata, mantinha relações amorosas a céu aberto, em Florença.

Essas ausências da mulher até o fim do Século Dezenove, como pintoras, é interessante, pois, ao contrario, é incrível a presença da mulher, como modelo ou inspiração à piedade religiosa. Isso quer dizer que a mulher foi um objeto a ser retratado, poucas vêzes um cidadão capaz de criar e por isso mesmo notabilizar-se. Aprisionadas no lar paterno ou no lar marital, a manifestação de suas virtudes artísticas foram ofuscadas por outras virtudes consideradas mais apropriadas à vida de uma mulher. De todas madonas religiosas até a laica Mona Lisa, as pinturas de mulheres estão entre os quadros mais famosos do mundo, em todos os museus ou coleções grifadas.

Hoje, as escolas de arte matriculam mais mulheres do que homens. Sua presença é aceita pelo mercado e pelos museus, em condições de absoluta igualdade.

Pena que essa igualdade ainda não tenha atingido o mercado geral de trabalho, no qual as mulheres são tratadas como se pertencessem a uma hierarquia inferior, nos cargos e nos salários.

 

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08/03/2018 - 10:34

MARIA DAS GRAÇAS

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A Maria foi levada viva para o mesmo Hospital de Sorocaba, no acidente da Beth. Sofreu remendos e tratamentos. Ficou com a mãe, Dona Ana, de recuperação por alguns meses. Depois voltou para casa onde eu me meus filhos decidimos nos apoiar para o resto da vida com pacto lacrado. Ficou conosco para sempre. Criou meus filhos. Alegrou sobrinhos e amigos. Criou meus netos. Cozinha melhor do que a mãe, que era de forno e fogão. Fez todas as festas, casamentos e despedidas. Teve filha de um conquistador romântico. Recebe dez telefonemas por dia para dar conselho a todos que se perdem na estrada.

Hoje, com um carinho maior do que nossa pátria, um carinho Africano, cuida de nós todos e de mim. Dá broncas quando me visto de hippie. Comenta e critica minhas atuações na televisão. E faz comidas incríveis que não me ajudam a emagrecer.

Está conosco há cinquenta anos e no próximo, faz 70 anos.

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02/03/2018 - 10:48

MARIANA

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Mariana estava no acidente que matou a Beth. Jogada no valo da estrada ninguém percebeu. Só um cara que vinha no ónibus, na contra mão da estrada, viu. Parou o ónibus. Desceu. Recolheu minha filha e fez um carro, que circulava na direção de São Paulo, trazê-la ao Hospital das Clínicas. Quando num momento de lucidez, com cinco anos, ela lhe deu o telefone da Marina, nossa amiga, ele se retirou. Não sei quem é esse homem que se tornou o meu outro. Que me devolveu a vida.

Com o trauma, Mariana ficou muda, sem falar. O médico disse que poderia ser assim por um tempo infinito. Uma manhã, contudo, bem depois, ela se levantou tranquila e disse. Pai, quero uma festa de aniversário. Mas você só faz anos em outubro, respondi meio perplexo. Quero uma festa hoje. Fizemos a festa, com todos amiguinhos que pudemos convocar.

Ela, por conta própria se devolveu a vida. E é assim até hoje.

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27/02/2018 - 13:51

BETH CUNHA LIMA

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Estávamos separados, por excesso de estarmos casados. Tínhamos tudo, beleza, inteligência, riqueza. Mas casamento não suporta a abundância.

Tive uma ideia, pois separados, havíamos perdido a omnipotência. Se ela não queria se casar de novo comigo.

Foi num almoço, quinta feira.

Ela, que ia se mandar para a Itália com um garboso publicitário, disse seco. Não podemos. Um de nós vai morrer. Respondi. Então vai ser eu, que sou muito mais velho.

E já que seria assim, fomos para o Villex, o Santa Luzia da época, e compramos tudo o que é bom, vinhos e especiarias. Dividimos fraternalmente. Eu, para o barraco da marginal, edícula reformada pelo Eduardo Longo, onde eu morava. Ela, para o novo apartamento da Bela Cintra. Quis ligar de noite, mas confundi seu telefone com o da antiga casa. Soube, depois, que ela esperou muito essa chamada, numa noite difícil.

No dia seguinte, sexta feira, morreu, com 26 anos, num acidente na Castelo Branco, do qual sobreviveram nossa filha Mariana e a Maria. O belo cão dinamarquês sumiu de tristeza.

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23/02/2018 - 18:59

OI ABRE ALAS, QUE EU QUERO PASSAR

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Nós, paulistanos letrados, adultos, temos uma visão da cidade, dos cidadãos e dos costumes baseada em valores tradicionais, mesmo quando somos intelectualmente modernos. Temos um ranço erudito, uma visão muito cartesiana da ética e um moralismo embutido nas raízes de uma liberdade comportamental religiosamente castradora. Mesmo quando pensamos o contrario, agimos mais ou menos dessa forma. Consideramos reforma tudo aquilo que cristalize uma concepção econômica neoliberal e eficientemente capitalista. Sobre essa plataforma, com ou sem dinheiro, fazemos parte de uma classe dominante, pois somos fazedores de opinião, a partir do meio social e das oportunidades que desfrutamos. Com raras exceções, os meios de comunicação também canonizam essa forma de ver e agir.

Fiz uma operação de catarata e me implantaram nos olhos uma lente alemã de grande efeito. Sem perceber, substitui minha maneira de pensar por uma forma melhor de olhar. Passei a ver, como em viagem psicodélica, o particular e o geral, a claridade e as sombras, a luz e a escuridão.

Desculpem a longa introdução.

Por cerca de oito dias vi três milhões de pessoas nas ruas de São Paulo, em blocos de carnaval. Milhões de jovens com menos de vinte e cinco anos. Alegres, felizes, criativos. Vivendo a plena, ainda que temporária, liberdade do corpo. Cantando marchinhas de Led Zeppelin, dos Beatles e até um “Mamãe eu quero…”. Com vestes criativas, de lavra própria ou compradas. Com unicórnios na cabeça ( 14 reais na Vinte e Cinco de Março). Sem violência, sem exagero de drogas, pois contagio dispensa o delírio, rolando uma cervejinha honesta. Esse é o novo eleitor, o novo fazedor de opinião, o novo mercado de compras e divulgação.

Eles, o novo paulistano, criativo, muito jovem, têm uma visão da cidade, dos cidadãos e dos costumes fora da tradição, mas são modernos, porque já estão eternos desde 1968.

Levam a televisão no bolso da calça.

Conselheiro da mais importante televisão pública do Brasil, a TV CULTURA, cheguei a uma conclusão: televisão precisa saber ver para poder mostrar. O mundo mudou, a sociedade mudou e o cenário é outro.

Além do carnaval, vi duas coisinhas mais, sugestivamente revolucionárias.

Constatei que os jovens ricos, de todas as riquezas, industriais, comerciais, financeiras e de serviços, perderam o medo de serem políticos. Seus movimentos são mais interessantes que os partidos políticos. E ainda, que os jovens pobres da periferia perderam o medo de serem cultos. O maior protagonismo poético da poesia, em São Paulo, se processa na periferia, com dezenas de pontos de leituras de poesia.

Esses são fenômenos que deverão mudar a trajetória politica e social do Brasil, senão em dezoito, mas com forte influência nas eleições, com certeza, indicarão os rumos no próximo centenário da Semana de Arte Moderna.

 

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18/02/2018 - 15:55

I N T E R V E N Ç Ã O

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Todo mundo sabe que o crime organizado tem mais estratégia, mais armas e mais quadros do que a polícia. No Rio de Janeiro as facções tomaram conta dos morros , das praias e do interior. A situação ficou insustentável, mesmo para os cidadãos mais protegidos.

A maior causa disso é que uma quadrilha de políticos se organizou, como o crime, para espoliar o estado, tirando qualquer oportunidade de gestão e controle. Nesse descontrole a segurança naufragou. E o crime tomou conta da vida.

Temer decretou uma intervenção na segurança. A atitude, aparentemente ousada, foi uma atitude pequena. Temer deveria, como lhe permite a constituição, ter decretado a intervenção no Estado do Rio. Não é a segurança que está podre, é o próprio estado.

Como deixar uma segurança, redentora pela missão, dar conta do recado, num estado herdeiro da corrupção?

Como poderá o interventor militar conviver com o Pezão?

São duas águas. Um que tem a missão de limpar. A outra que está poluída. Não dá liga.

Coragem seria decretar a intervenção no estado e substituir Pezão por um civil de grande porte. Para resolver o problema de cima a baixo e de lado a lado, em toda a extensão do Estado do Rio de Janeiro.

Tenho dito e assino. Jorge da Cunha Lima

 

 

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