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15/09/2017 - 15:51

MATRIMONIO EM CINQUE TERRE

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Casa-se numa circunstância de amor e geografia. Um monastério do Século XIII nos altos de Monterrosso.

Dois países se encontram no porto lapidar do amor. Duas famílias se medem na diferença, na distância, nas semelhanças e no afeto que fecha o laço.

A pedra lapidar do que será são uma pedra e uma clara esperança : PIETRO E BIANCA.

O séquito da desordem tropical desagua na alta alegria burguesa dos milaneses. Contudo, sem bons discursos não ha cerimonia que se registre.

Num matrimonio, mesmo em rígida ortodoxia, os ministros são os próprios noivos. Depois, as bênçãos dos que os amam, amigos, irmãos, padrinhos, do pai presente na morte e de Emília.

Depois de todos os dizeres, belos , alegres e proféticos, quem pôs o ponto na frase apaixonada do encontro foi o noivo, com palavras de enlevo e um beijo que lacra o permanente.

A cozinha e o ritual elegante traduziam na mesa e nos salões do mosteiro o paladar e a beleza do que acontecia.

Uma forte chuva do mar Tirreno abençoou o matrimônio, sem romper o toldo transparente do céu de Monterrosso sobre a dança pagã do contentamento.

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02/09/2017 - 16:17

O CARRO É UMA ARMA

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Um carro é uma arma. Só pode ser arma a máquina que atinge cem quilômetros por hora em 10 segundos. Foi arma assassina em Londres, Paris, na Alemanha e agora, nas Ramblas de Barcelona. Matou turistas e namorados, crianças e pais desesperados.

Tudo é arma, na ingênua estrada do movimento: um trem , um avião, a motocicleta, e até a bicicleta. Arma na mão de um terrorista. Arma na mão de um condutor irresponsável.

Flanando pela Paulista, neste domingo de sol, entre sons de todos os matizes, entre barracas de comidas, camelos de brincos e valises, entre famílias e namorados de todos os gêneros, sem temer a trombada, constatei que o espaço público, só é público sem armas.

Fechada aos domingos para carros e conexos, a Paulista torna-se parque, de diversão e outros fazeres. Nela, neste domingo, , milhares de paulistas, estrangeiros, cidadãos e forasteiros, vingavam-se do inverno duro, tomando sol na nuca e no bíceps duro.

Já em casa, da janela, ouço o som privilegiado dos Picanhas de Chernobyl, não mais o som ardido do FORA TEMER ou do FICA TEMER.

Numa rua desarmada, quem manda não manda nada.

No espaço público é mais fácil ouvir piada. Tomar sorvete e curtir os pés em cima da sandália. Na rua, o trambiqueiro é o mesmo que, no parlamento, é nobre deputado. Um quesito que falta na Reforma Politica é criar espaços públicos, sem carros nem deputados. Espaços depurados.

 

 

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22/08/2017 - 14:38

ELETROBRÁS TAPA O BURACO

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Quem levou a energia brasileira pro buraco foi a Dilma. Criou tarifas demagógicas e a primeira consequência foi a venda da CPFL para os chineses.

Temer, o sucessor, se apoia em duas muletas: o mercado e os deputados da bolsa família.

Os deputados ele paga diretamente em moeda corrente ou emendas. Para o mercado, Temer promete reformas e transfere empresas públicas.

MAS VENDER A ELETROBRÁS, A MAIOR EMPRESA NACIONAL, PARA TAPAR O BURACO DO ORÇAMENTO…É UMA INSANIDADE.

Buraco se tapa com economia nas despesas públicas. Pode ser tapado com uma taxação um pouco menor dos mais ricos, sem levar ninguém ao desespero. Pode propor um REFIS com retorno de 13 biliões ara tapar o buraco, mas não, os deputados que apoiam Temer, querem deixar tudo para os empresários e uns 700 milhões para o governo.

Mas como o governo tudo pode, menos fazer qualquer coisa em favor do povo, resolveu tapar o buraco com 30 bilhões da venda de ações novas da Eletrobrás . Festa na Bolsa de Nova Iorque. Festa na Bovespa. Alegam que a empresa ira mais e o governo vai fazer economia, alegam que continuam com as ações, mas deixam o comando para terceiros.

Logo, logo, o governo não terá mais nada para vender e o buraco será o mesmo, porque contenção de gasto que é bom, o governo não pratica.

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21/08/2017 - 11:04

REFORMA POÉTICA OU REFORMA POLÍTICA?

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A reforma política do parlamento é um escarnio político,  um desperdício histórico e um crime jurídico.

Tudo isso, pela absoluta falta de ideais que assola o país. Quero dizer: uma absoluta falta de cultura pública nacional.

É na cultura que se embasam os valores morais de uma nação. É da cultura que provem os valores criativos da sociedade. Sem cultura não há política, educação nem justiça.

As elites brasileiras, politicas e empresariais tiraram a máscara da cultura, mesmo no carnaval. Sem máscara, nus e condenados, querem salvar a pele. Salvar o que restou do corpo, de mandato em mandato.

Seguram, no palanque do parlamento ou no leilão das votações, sua pálida cara política, e propõem o pior dos roteiros: a reforma política deste presidencialismo de coalisão.

Mude-se tudo, até a constituição, desde que todos continuem no poleiro da corrupção, cagando sobre 200 milhões de eleitores.

Não é belo que um poeta os retrate com essa expressão, no poleiro da metáfora, mas não encontro palavras para redimi-los do que obram.

Só nos resta o WANTED. Fotografá-los um a um, de corpo inteiro, para que ninguém se esqueça nem se engane. Colocar o pôster em todos postes distritais e pôster eleitorais.

É preciso carimbar uma ficha limpa na memória dos eleitores, uma colinha no seu título eleitoral: ESSA GENTE NUNCA MAIS.

 

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16/08/2017 - 12:16

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ROSA DOS VENTOS

Num só dia, terça feira, enquanto estou lançando um livro de poesias, a Policia Federal lançou quatro operações com centenas de mandatos de prisão, buscas e apreensões de prefeitos, governadores, funcionários, empresários, legisladores, acusados de participarem em esquemas criminosos do mais amplo espectro. Poeticamente, uma das operações denomina-se ROSA DOS VENTOS.

O que se constata no Brasil não é um poço sem fundos de corrupção e corruptos, mas uma superfície de corrupção sem fronteiras, que fere a nação como uma epidemia.

Epidemia se cura com medidas drásticas de cura e de prevenção. Contrariamente a essa terapia, as medidas eleitorais em transito no Congresso, chamadas reformas políticas, são apenas medidas ridículas, para garantir a manutenção dos mesmos deputados e senadores.

Não há aperfeiçoamento das eleições, dos partidos políticos, do financiamento eleitoral. Essa reforma política constitui um escárnio que se desenvolve em plena crise, com um descaramento sem precedentes. Com essa reforma a epidemia continuará a mesma.

Essa reforma devia ser incluída nas operações da Policia Federal. Não é uma reforma, é um caso de polícia.

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14/08/2017 - 18:20

MEU MANIFESTO: TROIA/CANUDOS

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Quando eu tinha treze anos, os professores do São Bento nos pediram um trabalho sobre TROIA. Meu pai, mais versado nos Sertões, de Euclides, recomendou-me que procurasse tio Frederico, erudito nos clássicos e tradutor de Shakespeare. Fui lá e durante três meses tio Fred sentou-me em frente de um Google da época ( a Enciclopédia Britânica) e debulhamos as nove camadas de Tróia durante três meses.

Entreguei minha obra aos padres, tirei boa nota com elogios, e não sei onde está meu primeiro ensaio. Sobrou-me na memória um prefacio que redigi e está no livro TROIA/CANUDOS, da Editora de poesias LARANJA ORIGINAL, que lanço hoje na LIVRARIA CULTURA da Paulista, a partir das 19 hs. “cerco que inspirou todos os cercos demais da historia, até a nossa infeliz Canudos, a Troia de taipas”.

 A vida é feita de descobertas, oportunidades e perdas. Tudo isso ao mesmo tempo. Minhas primeiras oportunidades começaram cedo. Aproveitei-as para mergulhar nos ideais, no conhecimento e nas descobertas. Quatro autores marcaram minhas descobertas, os poetas Rilke e Carlos Drummond, e dois romancistas: Thomas Man e Dostoievski. Por influencia de Montoro e do companheirismo de Plínio de Arruda Sampaio, vieram as oportunidades políticas: governo Carvalho Pinto. No meio do caminho fui poeta, com três livros, fui colunista de jornal, , diretor de jornal e de revista, domei-me em duas secretarias de estado, e mergulhei na comunicação, presidindo a TV Gazeta e a TV Cultura.

Infiel, fiquei 40 anos sem publicar poesia. As poesias que recolhi desses tempos de oportunidades foram roubadas por um ladrão elegante, de motocicleta, e assim entrei nos setenta e cinco anos sem uma poesia no bolso. Sem o meu LAP TOP, sem as joias de minha mãe e sem a coleção de caneta de meu pai, pensei resoluto:

Poesia não se reescreve. Poesia não é inspiração. Poesia é percepção, é uma percepção qualificada dos fenômenos da vida. Decidi reservar todas as manhãs para dedicar-me à literatura, fazendo ensaios e escrevendo poesias. Qual um pintor diante de uma tela em branco. Trabalhei durante dez anos. Lembrei-me da sétima camada, que era de Tróia, Lembrei-me dos Sertões de Euclides, a mais bela reportagem jamais escrita. Percebi as pedras coladas de Machu Pichu e minhas andanças pelo mundo. Não entrei na casa de Frida Kahlo, pois era feriado mexicano, mas descrevi-a e às demais circunstancias desta vida, onde não pudemos entrar, como desejos que não provamos. Só consegui escrever algumas poesias em espanhol, língua que propõe os detalhes antes mesmo dos acontecimentos. Fiz minha poética aos oitenta anos. Meu manifesto: TROIA/CANUDOS.

 

 

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07/08/2017 - 16:26

DUAS MORTES: ARTUR E MELODIA

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A morte de Artur

Na calma do primeiro acampamento, Artur luzia. É morno o abrigo do ventre, um nadador no ventre de sua mãe. Precisa nascer, e nascer é a primeira liberdade.

Contudo, um projetil de chumbo treme na mão de um pagão. O ódio confere o pregão do ódio. Atravessa o espaço da vida, cruza janelas, cruza a avenida, fura a parede de um ventre inocente. Penetra o ombro de um infante nascente, que se torna naufrago antes mesmo de ser gente. Nem o amor, nem o parto foram maiores do que o fato. Artur, agora, nada no vácuo, ainda maior do que o nada. Nesse escuro a criança não chora. O pequeno Artur não percebe nada. Agora ele é o pequeno Artur baleado de Duque de Caxias.

A morte de Melodia

Luiz Melodia perdeu muitas paradas em sua vida, desde que ofertou uma pérola negra ao universo nacional da música. Cresceu na ostra da coerência, essa perola de infância. Viveu entre a glória e o recato, sobretudo, quando as editoras exigiam que ele traísse a melodia em favor do mercado. Basta abrir os ouvidos a algumas de suas obras, para sentir o grande artista que o câncer nos leva aos 66 anos.

No Estácio e do Estácio, Melodia sobrevive, totem de raça e graça.

 

 

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21/07/2017 - 11:18

A SENTENÇA DE MORO

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O juiz Moro produziu uma narrativa muito original para condenar Lula. Não se ateve aos artigos da lei penal que todo estudante conhece. Produziu uma narrativa dos fatos, como se contasse uma história: a poesia épica da corrupção no Brasil.

Sua historia é suficiente para conferir todo o mal produzido por governanças de composição, nas quais cada escalão barganha o serviço com a propina e o interesse pessoal com a participação nos lucros.

A sentença de Moro serve para todos os denunciados, pois são todos iguais. Jefferson é igual a José Roberto que é igual a Marcos Valério, que é igual a José Dirceu, que é igual a Palloci, que é igual a Mantega, que é igual a Lores, que é igual a Aécio, que é igual a Gedel, que é iguala Temer, que é igual a Cunha, que é igual a Lula, que não se acha igual a ninguém.

Moro os iguala, TODOS, pois crime é crime e não há, segundo a Constituição, mandarins no código penal. Há uma prova geral, o volume do roubo, em bolsos, cuecas, contas no exterior, off shores, provadas, mas que, valha-me deus, não pertencem a ninguém, com não pertencem carros, iates, apartamentos e outros ativos.

Não deliro, mas creio que da mesma forma que houve uma anistia geral, para parir a democracia, a fórceps, no fim do regime militar, se poderia adotar uma condenação geral, para que se possa parir uma nova democracia, liberada de todos os indiciados e capaz de revelar uma nova safra de políticos, honestos, estadistas e competentes, para os quais o bem público seja maior do que o interesse pessoal, em 2018.

A sentença de Moro, com mais de 200 páginas, não é a condenação de Lula, é a condenação de um sistema, de uma quadrilha inteira. O triplex, embora pertença claramente a alguém, porque não ha vácuo na propriedade, é uma metáfora do Mensalão e da Lava Jato.

Por isso mesmo é uma narrativa clássica e não um mero comentário como a literatura e o jornalismo contemporâneos.

 

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17/07/2017 - 10:50

UM POSTER PARA BRASILIA

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Não precisamos de santos, precisamos de estadistas.

Não precisamos de bancadas, precisamos de partidos.

Não precisamos de pronunciamentos, precisamos de programas.

Não precisamos de ódio, precisamos de diálogo.

Não precisamos de vices, precisamos de governo.

Não precisamos de ordem nem de progresso, precisamos de uma bandeira.

Não precisamos deles, precisamos de você.

E mesmo no meio do túnel, se não houvesse roubalheira, 30% de um orçamento de um trilhão , seriam utilizados em favor dos pagadores de impostos.

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15/07/2017 - 17:41

SEMANA DE 10 DE JULHO A 15 DE JULHO (SÁBADO)

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TERRA EM TRANSE

 “In dubio pro réu”, proclama MARIZ, advogado de Temer.

“in dubio pro societate”, proclama Sergio SVEITER, deputado do PMDB.

RELATÓRIO SVEITER condena Temer

CCJ muda seus membros e derruba relatório de SVEITER

 CAMARA agenda para agosto julgamento de denuncia de TEMER.

 No túmulo de Napoleão, TRUMP informa MACRON que Estados Unidos pode rever apoio ao acordo do CLIMA.

 EX PRESIDENTE do PERU é preso por ilações de contatos corruptos com a ODEBRECHT.

 SAO PAULO e RIO continuam matando mais, em um dia, do que qualquer guerra. Quatro mil policiais concursados não tomam posse devido a FALTA DE VERBAS. Só há verbas para COMPRAR DEPUTADOS.

MORO condena LULA a 9 anos por causa do TRIPLEX, em sentença de 216 páginas, mas por enquanto, LULA fica em casa, discursa no partido e se candidata a presidente.

DEPUTADO ABI ACKEL, DO PSDB , CONDENA JANOT E ABSOLVE TEMER.

 96% do povo brasileiro condena TEMER.

A UNICA INDUSTRIA BRASILEIRA QUE VAI BEM É A DA BLINDAGEM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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