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16/02/2018 - 11:28

FORO PRIVILEGIDO

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O foro privilegiado protege sim a todos os seus beneficiários: senadores, deputados, executivos e demais gatunos denunciados.

Supremo tem maioria para restringir o foro privilegiado, mas o ministro Toffoli pediu vistas e enfurnou o processo há cerca de quatro meses. E isso é uma vergonha.

Precisamos logo que o Supremo consiga colocar na cadeia inúmeros denunciados que desejam se candidatar na próximas eleições. O foro impede.

Concebido para se proteger a liberdade de atuação e expressão de cidadãos com funções públicas que exigem essa proteção, o foro se transformou em álibe para ladrões e malfeitores da coisa pública.

Processos dormem há mais de um ano no Supremo Tribunal Federal, pois poucos deles foram julgados nesse período, segundo a imprensa de 29 de janeiro de 2018.

Enquanto isso, na Vara de Curitiba, para mortais sem privilégio, todos os processos ajuizados tiveram rápida apreciação pelo Juiz Sergio Moro. Isto quer dizer que Moro, ajudado por auxiliares, teve tempo para julgar até um ex-presidente da república.

Com um aparato judicial que custa milhões aos cofres públicos, o Supremo está com a máquina emperrada.

Uma das causas disso é o excesso de processos que chegou ao Supremo, exatamente, por causa do foro privilegiado.

Hoje, esse instituto protege  beneficiados de crime de função,  especialmente da venda de opinião e de decisões, no parlamento.

Já houve votação no Supremo para extinguir o Foro Privilegiado. Creio que catorze votos a favor e dois contra. Contudo o Ministro Tofolli pediu vistas e segura o processo há mais de três meses. Isso precisa acabar e logo, para que os denunciados de hoje possam ser julgados antes das eleições de 2018. Ficha limpa neles. Para clarear o futuro.

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12/02/2018 - 14:28

QUEM VAI LEVAR ESTA ELEIÇÃO

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Em muitos países, o mal feito é objeto de pedido de perdão e de arrependimentos. No Brasil, o PT inventou a negação, para manter a oportunidade eleitoral.

Parece paradoxal que a condenação por crime de corrupção não tire o candidato das preferências eleitorais, ainda que lhe confira igual rejeição.

No caso de Lula, e isso só vale para ele, há duas hipóteses que possam explicar uma performance eleitoral tão expressiva em cima de uma condenação.

Primeiro, a absoluta ausência de figuras políticas a altura da crise brasileira na atual disputa.

Segundo, o fato de que, para o povão, só Lula lhes garante uma ascensão econômica, cultural e social, que o centro, fixado numa plataforma neoliberal não parece garantir.

A ausência de Lula, segundo as pesquisas, não garante que ele transfira votos suficientes para que o seu indicado ganhe a eleição, e nem garante que um candidato de centro inventado pela mídia, possa sair vencedor.

Essa historia de que o centro, em qualquer hipótese vai ganhar a eleição, é mais um sonho da burguesia ingênua.

O povão quer garantias e a classe media pede nuances. Por isso mesmo, as hipóteses atuais, são o Bolsonaro, com a nuance de uma direita autoritária e Marina, herdeira das purezas morais e políticas do PT de antigamente.

Isso vai mudar com a campanha. Mas ninguém vai ganhar sem o povão e a classe media trabalhadora.

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31/01/2018 - 09:26

POST – A SAGA DA IMPRENSA LIVRE

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A imprensa americana surgiu das pequenas comunidades, nos diversos estados que onde colonizadores ingleses, imigrantes irlandeses, alemães e holandeses se instalaram para criar aquela grande nação. Apesar da escravidão negra, da luta contra os índios e do rígido regime conferido aos empregados pobres brancos, desde a vitória contra os ingleses, a primeira emenda em uma constituição própria, garantiu o direito de expressão a todo o cidadão americano. Aos trancos e barrancos a emenda vingou.

No fim do Século XIX os grandes movimentos sindicais fomentaram a criação de jornais que defendessem os seus interesses com grandes tiragens nas principais cidades americanas.

Os interesses conflitantes das classes e também dos grupos de interesse político, fomentaram a criação de grandes jornais, em Nova York, Boston , Filadélphia e Chicago.

POST, o recente grande filme de Spilberg, conta o desempenho de um deles, quando o Washington Post, estando o New York Times impedido legalmente de faze-lo, publicou as revelações secretas conseguidas por Ellsberg, e entregues à redação do Post.

Um grande editor, uma viúva corajosa, enfrentando todos os riscos, inclusive do fechamento do jornal, publicaram a grande verdade sobre a Guerra do Vietnam, sonegada por quatro presidentes ao povo americano, quando afirmavam que tudo ia muito bem, enquanto centenas de milhares de jovens americanos morriam no campo de batalha. A primeira emenda, respeitada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, deu ganho de causa ao Washington Post e ao New York Times.

Depois disso veio o escândalo de Nixon, no W. Gate, onde estava a sede do Partido Democrático, e por fim, o fim da Guerra do Vietnam.

Com todos os seus defeitos, a imprensa livre, aperfeiçoa a historia, muito mais do que os radicais livres.

 

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30/01/2018 - 10:39

BANESPA – O FAROL SANTANDER

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Na metade do século passado, o desenvolvimento industrial de São Paulo, proveniente da riqueza do café e do grande surto migratório que nos trouxe milhões de italianos, japoneses, espanhóis e alemães, com melhores aptidões fabris, criou um correspondente sistema financeiro, de forte dimensão.

Grandes famílias, os Whitaker, os Quartim Barbosa, os Almeida Prado, os Mellão, as comunidades árabes e italianas, criaram bancos promissores. Os bancos públicos foram ampliados. Não é atoa que o Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, edificou o mais emblemático edifício da cidade, no Triângulo, bem de frente para a Avenida São Joao. O Banco do Brasil, em seguida, mas em dose menos espetacular construiu sua sede em São Paulo, quase no mesmo endereço.

Todos os Bancos , inclusive o Banespa, tinham arquitetura primorosa, saguão monumental, e diversos andares de diretoria com lambris e mobiliário executados pelo Liceu de Artes e Oficio. O Banco de São Paulo, ao lado, tinha saguão de mármore, portas de metal ricamente trabalhados e um cofre tão monumental que hoje é objeto de visitas, na Secretaria de Esportes que se instalou no edifício.

O Banespa é monumental, de bom gosto e todos os andares da diretoria estão conservados inteiramente. Do mirante sempre pudemos ver a vista mais circular e impressionante da cidade.

Depois da privatização, o Banespa pertence hoje ao Santander, e consequentemente o grande edifício do centro: o Banespão, com a bandeira tremulante de São Paulo, no topo.

Em boa hora o Santander abriu essa riqueza ao público. O Saguão, seus andares nobres, um magnifico café no topo, cercado de terraços cuja vista é simplesmente deslumbrante. Noutros andares colocou pistas de skate, salas de exposição, e até mesmo uma mini pousada de luxo, para turistas e curiosos excêntricos.

Deu ao inaugurado o sugestivo apelido de FAROL SANTANDER, como São Paulo, a iluminar os caminhos e os horizontes.

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28/01/2018 - 10:48

O ARREPENDIMENTO DE LULA

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Se há alguém que hoje deve sentir um arrependimento profundo, esse alguém é Lula, mesmo que ele declare o contrario.

Lula tornou-se um dos mais relevantes líderes políticos de toda uma geração, no Brasil e no mundo. No poder, fez um pacto inédito com as lideranças produtivas e financeiras e com os pobres, tirando-os da miséria ou ascendendo-os a uma nova classe média. Valeu-se do preço favorável das commodities para equilibrar as finanças.

Com tudo isso tornou-se e permaneceria para sempre um líder incomparável na historia da conquista do poder por um trabalhador da mais humilde origem.

Contudo, para garantir a permanência no poder, obter uma governabilidade fácil no sistema presidencialista e não ter resistido à pressão do PT e dos outros aliados, Lula participou do Mensalão e posteriormente conviveu com o maior projeto de corrupção institucional da historia moderna, que envolveu governo, estatais e empresas privadas, sobretudo empreiteiras.

Lula, apesar de se declarar o homem mais honesto do mundo sabe que participou disso tudo. E disso deve ter um arrependimento profundo. Sabe em que patamar da historia estaria erigido, se não tivesse insistido no projeto macabro que consolidou e com a escolha pessoal de Dilma Rousseff como candidatada do PT à presidência.

Hoje, está condenado a 12 anos de cadeia, por sentença unânime de desembargadores que fizeram a revisão da sentença de Sergio Moro.

Não lamento sua ausência nas eleições de 2018, porque, se ausente, terá sido por sua própria culpa.

Mas disso tudo pode surgir surge uma perspectiva promissora. Se o próprio ex-presidente, com a força política de Lula, foi condenado, de agora em diante será muito mais fácil julgar e condenar essa horda de funcionários, empresários, deputados e senadores envolvidos em falcatruas e já denunciados pelo ministério publico.

Os juízes, inclusive do Supremo, terão mais pressa e coragem para tirar do caminho essa escoria que ainda pretende disputar postos legislativos ou executivos em 2018. E isso não será pouco.

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21/01/2018 - 16:11

ME CHAME PELO TEU NOME

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A sedução feminina no cinema nem sempre tem sido tratada com elevação. Por vezes romântica demais para ser verdadeira, outras, eroticamente violenta, para ser digna. Mas há filmes no notáveis como ANJO AZUl, COM O DIABO NO CORPO E IMPERIO DOS SENTIDOS. O desejo, nas relações heterossexuais nem foi tratado com grandeza.

Pasolini, em tempos difíceis para os homossexuais, produziu e dirigiu o TEOREMA, que colocou o tema do desejo num elevado grau de inteligência. Tratou do impacto psicológico e estético da sedução. Criou escola.

ME CHAME PELO TEU NOME, filme dirigido pelo também italiano, Luca Guadagnino, com produção plurinacional, inclusive brasileira, é de grande elevação.

Trata da sedução, talvez involuntária, exercida por um belo estudante americano de pós graduação, sobre um adolescente italiano de 17 anos, filho de um professor de filologia, que lhe ministraria aulas, num verão maravilhoso, num belo sitio rodeado de frutas, lagos e bicicletas voadoras. Tudo natural, entre namoradas e jogos de verão para o belo adolescente, até que Elio se ilumina ao perceber Oliver.

A narrativa se valoriza pela beleza do local, pelo diálogo inteligente, sempre referente à cultura clássica, com seu erotismo de pedra cinzelado por Praxiteles, o escultor grego. Por certo uma narrativa gradual, em três línguas que se amparam, pois o desejo, como a sedução, percorre lentas e sofridas emoções. Tudo se engrandece com o desempenho do jovem ator Timothée Chamalet. Tudo indica que o jovem ator poderá ocupar o espaço, deixado e nunca preenchido, de Gérard Philipe, o parceiro de Micheline Presle em LE DIABLE AUX CORPS.

A sedução se consuma com a palavra, a mais terrível arma de sedução, quando um personagem pede que o outro lhe chame pelo seu nome.

A crítica elogiou o filme mas não lhe contemplou as 5 estrelas que sempre dedica aos documentários do terceiro mundo.

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20/01/2018 - 10:07

PET-PRANCHA

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Pesquisas sérias informam que em 2055 o mar terá mais garrafas pet do que peixes.

Vi ainda que os canudinhos de plástico matam mais peixes do que os arrastões.

Li que fizeram a barba de mais 40% da floresta amazônica.

Senti que o rio Tiete não continua lindo, nem o Pinheiros.

Mas vi, num programa de televisão, que um bando de obstinados está fabricando pranchas de surf com pet recolhidas por jovens idealistas. Soube que o pet é o plástico mais reciclável para fazer tecidos resistentes de alta qualidade. Mas, por enquanto,  a quantidade é tanta que não há reciclagem que supere o consumo.

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19/01/2018 - 09:19

O JULGAMENTO DE LULA

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O que nos resta, no Brasil, para encaminhar a crise institucional, é a JUSTICA.

Lula foi condenado por MORO, na primeira instância, numa sentença longa e consistente.

Porém, a qualidade e a justiça da sentença serão avaliados pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região de Porto Alegre. Tudo, dentro do rigoroso aparato da lei e da constituição que a convalida.

Razões, paixões e interesses, debatem furiosamente o fato jurídico. Por vezes com serenidade, outras com a linguagem frouxa e inconveniente da presidenta do PT. É normal que os partidários de Lula se manifestem. Inconveniente e insuportável, que afrontem o procedimento judicial.

Leis se mudam numa revolução ou na rotina da democracia parlamentar.

Mascarar-se, quebrar vidraças, invadir espaços reservados à administração pública, e mesmo, contestar sua validade, é lembrança do velho anarquismo, romântico e nem sempre inspirador. Hoje, anarquismo é verbete de enciclopédia ou expediente na cabeça de Gleisi Hoffmann: – Vai ser preciso “matar gente” pra prender Lula.

Melhor aguardar o julgamento do que fazer justiça na marra.

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18/01/2018 - 08:57

WILLIAM WAACK

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Costumava assistir o Jornal da Meia Noite e as entrevistas de Waack. O elegante jornalista tinha uma pegada inteligente em ambas as tarefas. Fazia a informação fluir com alguma avaliação da conjuntura. Nas entrevistas organizava os temas, o que facilitava a participação dos especialistas. Estava presente com a própria opinião, sem interromper demais o entrevistado.

Temos, contudo, como a maioria de nós brasileiros, um espaço recôndito no cérebro, onde guardamos nosso passado escravagista. “– Isso é coisa de negro.”, disse ele. Não é coisa que se fale. Nem que se pense.

Waack explicou, desculpou-se , mas não chegou, como os japoneses e o Papa, a pedir perdão. O que seria humano e útil.

Creio, contudo que a Globo exagerou na punição. Podia ter feito uma suspensão e uma advertência forte. Tirá-lo nos priva de um trabalho inteligente, a meio de tanta ignorância.

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17/01/2018 - 10:47

DE VOLTA AO BRASIL

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Passei dois meses com meus filhos e netos nos Estados Unidos, onde eles moram. Volto ao blog nosso de cada dia.

Nos Estados Unidos, além da companhia dos filhos, visitei os locais fundamentais da historia americana: Saint Augustin, a primeira cidade onde chegaram os espanhóis. Savanah e Charleston, redutos dos confederados na guerra da Secessão, Nova York, a historia ao vivo dos tempos modernos.

Li a biografia de Hamilton, o fundador do capitalismo e da unidade americana, escrita por Chernon, li The People’s History of United States, de Haoward Zinn, uma versão popular da historia dos Estados Unidos e aindali Emilly Dickinson e reli Walt Whitman, seus dois maiores poetas do Século IXX.

Senti ao perto dos desatinos de Trump, o presidente do delírio.

Voltei ao Brasil.

William Waack, um dos bons jornalistas brasileiros, arrepiado da Globo, por declarações racistas infelizes.

Temer nomeando uma condenada trabalhista para ministro do Trabalho.

O PT ameaçando a decisão da justiça, se a condenação de Lula for confirmada em Porto Alegre.

Merenda Escolar indiciadon acusados.

A Caixa econômica abrigando delinquentes, como se fora PAPUDA.

Um horizonte eleitoral sem o sol de candidaturas quentes.

E um sentimento bem particularmente brasileiro: Deus cuidará de nós.

 

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