Publicidade

Publicidade
07/10/2017 - 16:31

O SUPREMO EM HORA DECISIVA

Compartilhe: Twitter

Uma decisão judicial só pode ser contestada por recursos judiciais devidamente contemplados pela lei. No Brasil desta quadra o Senado Federal parece inaugurar um comportamento inconstitucional de contestação das decisões da justiça e até mesmo optar por não cumpri-las.

Isso estimulou a que réus, em qualquer instância, em vez de se desculparem perante a sociedade, como acontece no Japão e outras nações civilizadas, vilipendiem as decisões judiciais em todos os níveis, desde a denuncia até a condenação, como se bandidos fossem os juízes, não eles.

Advogados de defesa, a bom soldo, montaram uma orquestração de desmoralização da justiça, cujo desfecho anuncia-se prejudicial à democracia.

Para exageros, eventualmente praticados por ambos os lados de uma contenda, há remédios legais, claramente definidos em lei. Adequado seria recorrer-se a eles em vez da baixaria verbal estabelecida como praxe e amplamente divulgada pela mídia.

Incumbe ao Supremo, ainda que se utilizando de diplomacia na aplicação dos meios, tentar por ordem na atuação dos poderes e aparatos de defesa judicial.

É claro que o Supremo pode modificar decisões de instâncias inferiores, mas ficar cima do muro ou desconhecer ameaças, acabará por torna-lo um poder bem menor do que o indispensável.

Nenhum corporativismo de natureza política ou econômica poderá prevalecer sobre o poder constitucionalmente criado para interpretar a lei, de que a constituição é capítulo superior. E quanto a isso não há sofismas nem afrontas aceitáveis.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/10/2017 - 15:06

ROCK IN RIO NO CORPO

Compartilhe: Twitter

Norman Mailler afirmou em artigo histórico escrito para uma revista francesa nos anos sessenta, que o jazz era o orgasmo da música.

Afeiçoado ao rock, desde suas primeiras manifestações no século passado, estou chegando à conclusão de que o rock seria a histeria da música. No sentido freudiano do fenômeno, o rock produz um irrisão orgânica ( histeria) no autor, nos interpretes e no público, da mesma forma que o jazz produz orgasmo.

Contudo, o orgasmo é uma emoção resultante, tem seu desenvolvimento e seu ápice. Todos gozam num ou noutro momento do êxtase.

Histeria perdura, contamina e se reduz à lágrimas nos mais sensíveis.Assim, o Rock in Rio é um mar de lágrimas. Ninguém ri ouvindo Alice Cooper.

Já o blues é a melancolia da música, desperta um estado quase doentio de nostalgia. Não se adapta aos grandes espetáculos de massa. Ferve nas caves sombrias. Uma vez tive a ventura de assistir Thelonius Monk no Village Vanguard em N. York. Ficamos três horas petrificados, com ele no piano.

Todos esses formatos resumem o principal da estética musical anglo-saxônica, com que a contribuição negra aprofundou e libertou as carências brancas da cultura ocidental.

O samba, que tem as mesmas raízes e produz outro efeito estético, não pode ser enquadrado em qualquer doença da emoção. Ao contrario, liberta o criador, quem executa e quem o expressa. Uma noite, no João Sebastião Bar ouvi Elizete Cardoso cantar Jobim. Parece que me tinham dado uma carta de alforria estética para o resto da vida.

Se no rock o público clama por piedade, no samba o corpo retribui sem pedir nada.

No jazz o público não precisa reservar um quarto para gozar coletivamente. Goza, sem medo de ser feliz.

Já no blues o corpo se veste para um encontro apropriado com deus.

A verdade é que a música popular é um compêndio de psicologia tão rico quanto a literatura, destacando-se Dostoievski entre os demais. Mas a música tem sobre Dostoievski e demais autores a vantagem que propicia uma leitura feita pelo corpo. E o corpo não mente.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/09/2017 - 14:53

QUEERMUSEU

Compartilhe: Twitter

Os valores criativos de uma sociedade são sempre democráticos, pois se destinam a todos os cidadãos. Mesmo quando o mercado reserva as obras de arte para circuitos fechados, a nação continua a produzir a sua cultura, mesmo em suas plataformas mais pobres. Hoje, as periferias urbanas constituem os núcleos mais criativos da sociedade, com seus rappers, seus grafiteiros, poetas, compositores e cantores.

 Mas a arte, seja a consagrada, seja a que procura seu nicho de visibilidade, é um instrumento poderoso para valorizar a marca de um produto industrial ou de uma prestadora de serviço. Toda a quantia aplicada num projeto artístico costuma ter um retorno expressivo, mesmo quando dispensa o apoio do incentivo fiscal. O Itaú Cultural consolida a imagem do Banco Itaú que o financia. a Fundação Bradesco que promove a elevação humana de 200 mil estudantes tem mais significação do que o próprio Bradesco. O Centro Cultural Banco do Brasil tem uma presença artística relevante, que melhora muito a imagem da instituição. O Santander que reúne um acervo significativo dos bancos que o formaram, como o Banespa, ao divulga-lo presta um grande serviço à população quanto a ele próprio.

 A marca empresarial ou institucional acaba por confundir-se com os valores artísticos que promove. E qualquer empresa precisa vender seus valores, junto com sabonetes, automóveis ou debentures. Para os bancos, que ferem a sensibilidade do usuário, com altos patamares de juros, mas prestam um serviço indispensável ao desenvolvimento econômico e às necessidades humanas, é fundamental essa identificação.

 Quando uma instituição se cola à criação artística, realiza uma missão meritória e necessária, além de confundir-se com esses valores. O valor de uma obra de arte transcende à significação de seu conteúdo. Os critérios convencionais de moralidade não servem para a avaliação da obra. Toda obra de arte é moralmente boa, mesmo que considerada pornográfica por outros cânones, ou esteticamente medíocre segundo a avaliação dos críticos. Assim, uma obra de arte, pode ser julgada pelo esquecimento, mas nunca pela intervenção do Estado ou de instituições civis do poder.

 Nesta perspectiva e muitas, nada justifica o fechamento da Exposição QUEERMUSEU, patrocinada pelo Santander no Rio Grande do Sul. A pressão de um grupo radical, ultra direitista, é um direito constitucional, desde que exercida em padrões legais e civilizados, mas não pode ser a razão de censura explicita sobre evento cultural.

 A referida exposição, bastante extensa, mostra algumas obras com temática menos recomendáveis à contemplação de menores, o que poderia ser facilmente resolvido expondo-as em salas especiais com a devida advertência aos pais. Isso é feito até na televisão que atinge milhões de pessoas, mesmo quando não se trata de exibição de obras artísticas. Simplesmente fechá-la é uma atitude precipitada, medrosa e inadequada.

 O perigo dessa atitude nos remete a períodos negros da historia politica do Século XXI. Começa com a agressão a um colega que não pensa como você. Prossegue com o sequestro de livros considerados inadequados. Continua com o fechamento de uma peça de teatro que não agrada aos mandatários circunstanciais do poder. Tudo é feito com uma certa ingenuidade moralista, como se os verdadeiros detentores do poder não tivessem nada a ver com essas manifestações.

 Depois, se oficializam como diretriz explicita do estado poderoso. Foi assim com Hitler e com Stalin e tantos outros ditadores que dominaram nações eslavas, latinas e árabes. Minha analogia pode parecer exagerada, mas a história prova que as grandes tempestades sempre começaram com uma simples nuvem.

 

 

 

 

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/09/2017 - 15:51

MATRIMONIO EM CINQUE TERRE

Compartilhe: Twitter

Casa-se numa circunstância de amor e geografia. Um monastério do Século XIII nos altos de Monterrosso.

Dois países se encontram no porto lapidar do amor. Duas famílias se medem na diferença, na distância, nas semelhanças e no afeto que fecha o laço.

A pedra lapidar do que será são uma pedra e uma clara esperança : PIETRO E BIANCA.

O séquito da desordem tropical desagua na alta alegria burguesa dos milaneses. Contudo, sem bons discursos não ha cerimonia que se registre.

Num matrimonio, mesmo em rígida ortodoxia, os ministros são os próprios noivos. Depois, as bênçãos dos que os amam, amigos, irmãos, padrinhos, do pai presente na morte e de Emília.

Depois de todos os dizeres, belos , alegres e proféticos, quem pôs o ponto na frase apaixonada do encontro foi o noivo, com palavras de enlevo e um beijo que lacra o permanente.

A cozinha e o ritual elegante traduziam na mesa e nos salões do mosteiro o paladar e a beleza do que acontecia.

Uma forte chuva do mar Tirreno abençoou o matrimônio, sem romper o toldo transparente do céu de Monterrosso sobre a dança pagã do contentamento.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/09/2017 - 16:17

O CARRO É UMA ARMA

Compartilhe: Twitter

Um carro é uma arma. Só pode ser arma a máquina que atinge cem quilômetros por hora em 10 segundos. Foi arma assassina em Londres, Paris, na Alemanha e agora, nas Ramblas de Barcelona. Matou turistas e namorados, crianças e pais desesperados.

Tudo é arma, na ingênua estrada do movimento: um trem , um avião, a motocicleta, e até a bicicleta. Arma na mão de um terrorista. Arma na mão de um condutor irresponsável.

Flanando pela Paulista, neste domingo de sol, entre sons de todos os matizes, entre barracas de comidas, camelos de brincos e valises, entre famílias e namorados de todos os gêneros, sem temer a trombada, constatei que o espaço público, só é público sem armas.

Fechada aos domingos para carros e conexos, a Paulista torna-se parque, de diversão e outros fazeres. Nela, neste domingo, , milhares de paulistas, estrangeiros, cidadãos e forasteiros, vingavam-se do inverno duro, tomando sol na nuca e no bíceps duro.

Já em casa, da janela, ouço o som privilegiado dos Picanhas de Chernobyl, não mais o som ardido do FORA TEMER ou do FICA TEMER.

Numa rua desarmada, quem manda não manda nada.

No espaço público é mais fácil ouvir piada. Tomar sorvete e curtir os pés em cima da sandália. Na rua, o trambiqueiro é o mesmo que, no parlamento, é nobre deputado. Um quesito que falta na Reforma Politica é criar espaços públicos, sem carros nem deputados. Espaços depurados.

 

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/08/2017 - 14:38

ELETROBRÁS TAPA O BURACO

Compartilhe: Twitter

Quem levou a energia brasileira pro buraco foi a Dilma. Criou tarifas demagógicas e a primeira consequência foi a venda da CPFL para os chineses.

Temer, o sucessor, se apoia em duas muletas: o mercado e os deputados da bolsa família.

Os deputados ele paga diretamente em moeda corrente ou emendas. Para o mercado, Temer promete reformas e transfere empresas públicas.

MAS VENDER A ELETROBRÁS, A MAIOR EMPRESA NACIONAL, PARA TAPAR O BURACO DO ORÇAMENTO…É UMA INSANIDADE.

Buraco se tapa com economia nas despesas públicas. Pode ser tapado com uma taxação um pouco menor dos mais ricos, sem levar ninguém ao desespero. Pode propor um REFIS com retorno de 13 biliões ara tapar o buraco, mas não, os deputados que apoiam Temer, querem deixar tudo para os empresários e uns 700 milhões para o governo.

Mas como o governo tudo pode, menos fazer qualquer coisa em favor do povo, resolveu tapar o buraco com 30 bilhões da venda de ações novas da Eletrobrás . Festa na Bolsa de Nova Iorque. Festa na Bovespa. Alegam que a empresa ira mais e o governo vai fazer economia, alegam que continuam com as ações, mas deixam o comando para terceiros.

Logo, logo, o governo não terá mais nada para vender e o buraco será o mesmo, porque contenção de gasto que é bom, o governo não pratica.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/08/2017 - 11:04

REFORMA POÉTICA OU REFORMA POLÍTICA?

Compartilhe: Twitter

A reforma política do parlamento é um escarnio político,  um desperdício histórico e um crime jurídico.

Tudo isso, pela absoluta falta de ideais que assola o país. Quero dizer: uma absoluta falta de cultura pública nacional.

É na cultura que se embasam os valores morais de uma nação. É da cultura que provem os valores criativos da sociedade. Sem cultura não há política, educação nem justiça.

As elites brasileiras, politicas e empresariais tiraram a máscara da cultura, mesmo no carnaval. Sem máscara, nus e condenados, querem salvar a pele. Salvar o que restou do corpo, de mandato em mandato.

Seguram, no palanque do parlamento ou no leilão das votações, sua pálida cara política, e propõem o pior dos roteiros: a reforma política deste presidencialismo de coalisão.

Mude-se tudo, até a constituição, desde que todos continuem no poleiro da corrupção, cagando sobre 200 milhões de eleitores.

Não é belo que um poeta os retrate com essa expressão, no poleiro da metáfora, mas não encontro palavras para redimi-los do que obram.

Só nos resta o WANTED. Fotografá-los um a um, de corpo inteiro, para que ninguém se esqueça nem se engane. Colocar o pôster em todos postes distritais e pôster eleitorais.

É preciso carimbar uma ficha limpa na memória dos eleitores, uma colinha no seu título eleitoral: ESSA GENTE NUNCA MAIS.

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/08/2017 - 12:16

Compartilhe: Twitter

ROSA DOS VENTOS

Num só dia, terça feira, enquanto estou lançando um livro de poesias, a Policia Federal lançou quatro operações com centenas de mandatos de prisão, buscas e apreensões de prefeitos, governadores, funcionários, empresários, legisladores, acusados de participarem em esquemas criminosos do mais amplo espectro. Poeticamente, uma das operações denomina-se ROSA DOS VENTOS.

O que se constata no Brasil não é um poço sem fundos de corrupção e corruptos, mas uma superfície de corrupção sem fronteiras, que fere a nação como uma epidemia.

Epidemia se cura com medidas drásticas de cura e de prevenção. Contrariamente a essa terapia, as medidas eleitorais em transito no Congresso, chamadas reformas políticas, são apenas medidas ridículas, para garantir a manutenção dos mesmos deputados e senadores.

Não há aperfeiçoamento das eleições, dos partidos políticos, do financiamento eleitoral. Essa reforma política constitui um escárnio que se desenvolve em plena crise, com um descaramento sem precedentes. Com essa reforma a epidemia continuará a mesma.

Essa reforma devia ser incluída nas operações da Policia Federal. Não é uma reforma, é um caso de polícia.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/08/2017 - 18:20

MEU MANIFESTO: TROIA/CANUDOS

Compartilhe: Twitter

Quando eu tinha treze anos, os professores do São Bento nos pediram um trabalho sobre TROIA. Meu pai, mais versado nos Sertões, de Euclides, recomendou-me que procurasse tio Frederico, erudito nos clássicos e tradutor de Shakespeare. Fui lá e durante três meses tio Fred sentou-me em frente de um Google da época ( a Enciclopédia Britânica) e debulhamos as nove camadas de Tróia durante três meses.

Entreguei minha obra aos padres, tirei boa nota com elogios, e não sei onde está meu primeiro ensaio. Sobrou-me na memória um prefacio que redigi e está no livro TROIA/CANUDOS, da Editora de poesias LARANJA ORIGINAL, que lanço hoje na LIVRARIA CULTURA da Paulista, a partir das 19 hs. “cerco que inspirou todos os cercos demais da historia, até a nossa infeliz Canudos, a Troia de taipas”.

 A vida é feita de descobertas, oportunidades e perdas. Tudo isso ao mesmo tempo. Minhas primeiras oportunidades começaram cedo. Aproveitei-as para mergulhar nos ideais, no conhecimento e nas descobertas. Quatro autores marcaram minhas descobertas, os poetas Rilke e Carlos Drummond, e dois romancistas: Thomas Man e Dostoievski. Por influencia de Montoro e do companheirismo de Plínio de Arruda Sampaio, vieram as oportunidades políticas: governo Carvalho Pinto. No meio do caminho fui poeta, com três livros, fui colunista de jornal, , diretor de jornal e de revista, domei-me em duas secretarias de estado, e mergulhei na comunicação, presidindo a TV Gazeta e a TV Cultura.

Infiel, fiquei 40 anos sem publicar poesia. As poesias que recolhi desses tempos de oportunidades foram roubadas por um ladrão elegante, de motocicleta, e assim entrei nos setenta e cinco anos sem uma poesia no bolso. Sem o meu LAP TOP, sem as joias de minha mãe e sem a coleção de caneta de meu pai, pensei resoluto:

Poesia não se reescreve. Poesia não é inspiração. Poesia é percepção, é uma percepção qualificada dos fenômenos da vida. Decidi reservar todas as manhãs para dedicar-me à literatura, fazendo ensaios e escrevendo poesias. Qual um pintor diante de uma tela em branco. Trabalhei durante dez anos. Lembrei-me da sétima camada, que era de Tróia, Lembrei-me dos Sertões de Euclides, a mais bela reportagem jamais escrita. Percebi as pedras coladas de Machu Pichu e minhas andanças pelo mundo. Não entrei na casa de Frida Kahlo, pois era feriado mexicano, mas descrevi-a e às demais circunstancias desta vida, onde não pudemos entrar, como desejos que não provamos. Só consegui escrever algumas poesias em espanhol, língua que propõe os detalhes antes mesmo dos acontecimentos. Fiz minha poética aos oitenta anos. Meu manifesto: TROIA/CANUDOS.

 

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/08/2017 - 16:26

DUAS MORTES: ARTUR E MELODIA

Compartilhe: Twitter

A morte de Artur

Na calma do primeiro acampamento, Artur luzia. É morno o abrigo do ventre, um nadador no ventre de sua mãe. Precisa nascer, e nascer é a primeira liberdade.

Contudo, um projetil de chumbo treme na mão de um pagão. O ódio confere o pregão do ódio. Atravessa o espaço da vida, cruza janelas, cruza a avenida, fura a parede de um ventre inocente. Penetra o ombro de um infante nascente, que se torna naufrago antes mesmo de ser gente. Nem o amor, nem o parto foram maiores do que o fato. Artur, agora, nada no vácuo, ainda maior do que o nada. Nesse escuro a criança não chora. O pequeno Artur não percebe nada. Agora ele é o pequeno Artur baleado de Duque de Caxias.

A morte de Melodia

Luiz Melodia perdeu muitas paradas em sua vida, desde que ofertou uma pérola negra ao universo nacional da música. Cresceu na ostra da coerência, essa perola de infância. Viveu entre a glória e o recato, sobretudo, quando as editoras exigiam que ele traísse a melodia em favor do mercado. Basta abrir os ouvidos a algumas de suas obras, para sentir o grande artista que o câncer nos leva aos 66 anos.

No Estácio e do Estácio, Melodia sobrevive, totem de raça e graça.

 

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo