iG

Publicidade

Publicidade
28/09/2016 - 07:22

ITALIA VA BENE

Compartilhe: Twitter
Italia va bene

Italia va bene

A itália vai bem.

Um pequeno processo de ajuste fiscal, realista e italiano, já melhorou o emprego, a descontinuidade financeira e até o turismo.

Além do mais os italianos sabem o que é a alegria. A alegria de poder comer e comer bem.

Sentado em um banco na calçada coberta por arcos, em Chiavari, observei as velhinhas da manhã comprando pão fresco. Parecia o pão nosso de cada dia, que alimenta a alma.

Cada cidade tem seus vinhos e suas comidas, muito além do espaguete e da pizza.

Creio que os italianos acham todas as mulheres bonitas, pois mexem com todas, na rua, no trem, no motoschiafo, no céu e no inferno.

Como não acha-las assim quando o trem passa por Porto fino, Santa Marguerita, Rapallo, Chiavari e Monte Rosso, os mais belos cenários do mundo.

Quando o sorriso é um passaporte pode-se falar alto que não incomoda. Todo mundo fala alto, sorrindo, como se o ódio fosse uma lembrança remota de uma guerra que acabou ha muito tempo.

Com toda essa bagunça, as coisas nas vitrines tem um rigor incomparável. Os sapatos são obras de arte. Num terno daqueles qualquer um de nós passaria por banqueiro.

– Povero pigeone. É malato. Disse-me isso, não sei como se escreve, uma senhora saindo da padaria. Tirou o melhor pedaço do pão fresco e jogou para o pombinho.

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/09/2016 - 05:20

PARA ALCKMIN PENSAR NA CAMA

Compartilhe: Twitter

É verdade que um político que está há 12 anos no segundo cargo político mais importante do país, não precisa conselho de ninguém, mas, o que seria dos blogs se não pudéssemos dar conselhos?

Com o crescimento contínuo de João Dória, chegou a hora do governador de São Paulo, candidatíssimo à presidência da república, definir uma nova via para a condução do Brasil e mudar algumas atitudes. Por exemplo:

Ser o não Temer, mas o Geraldo.

Creio que ele , mais candidato que outros, poderia apresentar uma receita própria para o ajuste fiscal, realista, baseada nos dados da micro economia e não na ortodoxia acadêmica da macro economia neoliberal.

Proclamar uma ideia de progresso que se apoie na justiça social, a Montoro, e não na ordem burguesa.

Fazer uma proposta política urgente que dispense a composição espúria do presidencialismo de composição.

Propor um acerto de contas esclarecedor, embora solidário, que puna os corruptos e não dispense os competentes honestos.

Suprir a falta de infraestrutura, mas com projetos claros, com parcerias racionais e prazos exequíveis.

Manter uma policia que proteja os direitos dos cidadãos com o mesmo fervor com que defende a propriedade.

Por fim, demonstrar mais interesse pela cultura, que é a base sem a qual a educação continuará a patinar.

 

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/09/2016 - 18:19

OS CINCO MILHÕES DO EIKE FOI GOLPE DE QUEM?

Compartilhe: Twitter

Como se fosse uma flecha, basta acompanhar o dinheiro para se saber onde está o alvo. Eike Batista jogou a flecha e acertou o alvo. Com a simplicidade dos ricos disse que lhe pediram, que ele deu e que tudo foi feito no exterior para facilitar a vida de alguns.

Quem lhe pediu foi Guido Mantega, quem deu foi ele mesmo, o Eike, e quem recebeu no exterior foi a dupla de publicitários que fez as campanhas de Lula e de Dilma. Nada mais claro.

É claro que para os petistas isso é mais um capítulo da conspiração que tirou Dilma do poder, num golpe cruel e antidemocrático e agora quer impedir Lula de ser candidato.

Quem tirou Dilma do poder não foi golpe nenhum. Foi ela mesma. Se ela é tão integra como afirma precisa explicar esses cinco milhões.

Quem vai impedir Lula de ser candidato não vai ser nenhuma conspiração, vai ser a ficha limpa. Segundo ele não há homem mais honesto no hemisfério sul. Se isso for verdade ele poderá ser candidato tranquilamente.

O que facilita as mentiras do PT é que sua oposição é incapaz de colocar no vídeo o maior golpe que houve contra este país em toda a sua historia:

A economia no brejo.

12 milhões de desempregados.

As garras da inflação.

Os juros astronômicos.

O descrédito nacional e internacional.

A falência da Petrobras.

Todos os tesoureiros do partido na cadeia.

O fim de uma indústria promissora.

O desmanche dos fundos de pensão.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/09/2016 - 09:08

IMPOSSÍVEL UM PACTO NACIONAL

Compartilhe: Twitter

Na democracia temos que conviver com as ideias dos outros. Nos regimes totalitários eliminamos os que tem ideias diferentes das nossas. Por isso mesmo, essa disputa feroz dos opostos, no Brasil de hoje, continua a ser uma manifestação democrática, melhor que o silencio dos cemitérios.

Imaginar que possa haver uma pacto nacional, racional e solidário, no qual todo mundo se irmanasse em torno de um projeto comum para tirar o Brasil da crise, com todos os sacrifícios que isso exige, é uma completa tolice.

Pra começar há mais de uma solução no plano da economia, mais de dez caminhos para a reforma política e eleitoral, planos administrativos diferentes e reformas antagônicas do judiciário e até mesmo estilos diferentes de gerir os negócios público.

Quem está no poder deve apresentar seus projetos e lutar pelo seu posicionamento.

Quem está na oposição deve apresentar suas alternativas e lutar por elas.

E ambas as forças devem convencer  com decência um congresso habituado à propina e recompensas. Como esse modelo está agonizando, é necessário conquistar antes a opinião pública para que ela pressione o parlamento.

Ambas as forças, em caso extremo, devem recorrer ao judiciário, a ver se a constituição está sendo respeitada.

Ambas as forças devem ainda  conviver com a mídia, porque é bem melhor uma mídia com opinião e tendências, do que uma mídia censurada.

Conclusão: não há acordo nacional possível. Cada um que assuma suas responsabilidades dentro do meio político que escolheu: movimentos de ruas, partidos políticos, imprensa, associações de classe ou simples posicionamentos pessoais de cidadania.

Nas próximas eleições veremos qual será a opção mais próxima do povo eleitor.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/09/2016 - 11:00

QUE PAPO É ESSE DOS ADVOGADOS? TODO MUNDO SABE QUEM É O LADRÃO.

Compartilhe: Twitter

Não importa se a delação tem contradições ou não. Não importa se o apartamento está em nome do Lula ou da OAS. Não importa se o sitio usado é do dono ou do usufrutuário. Não importa se o dinheiro na Suíça esteja em nome de um trust ou numa conta. Não importa se o dinheiro entrou no partido, via contribuição eleitoral. Não importa se o dinheiro foi para o Partido ou para o deputado. Não importa se a delação vazou. Não importa que sempre houve corrupção. Não importa que os fins sociais justifiquem os meios ilícitos.

O que importa é que todo mundo sabe, o que importa é que desde o mais humilde beneficiário da bolsa família até o mais experto dos empreiteiros, o que importa é que o deputado do centrão ou o líder do partido, o que importa é que o juiz de primeira instância e o juiz do supremo, o que importa é que o eleitor de 16 anos e o eleitor de oitenta, como eu, todo mundo sabe.

Todo mundo sabe o que?

Todo mundo sabe que o sistema presidencialista de composição foi pretexto para que se comprasse apoio de deputados e senadores, que se entregassem ministérios, porteira fechada, a aliados para fazer o que bem entendessem com os projetos e as propinas, que nomeassem pessoas despreparadas do partido e dos sindicatos, para dirigir fundos e estatais e promovessem, com a corrupção, os maiores prejuízos à essas estatais e a esses fundos. Todo mundo sabe o que aconteceu na Petrobras, a maior empresa do Brasil que está hoje nas águas profundas da falência.

Não há advogado de defesa, por mais fervoroso que seja, que consiga negar esses fatos, que consiga esconder o prejuízo da nação e dos pobres com atos que todo mundo sabe. Eles só conseguem ver vícios no processo e, a partir desses vícios, negarem tudo o que foi, de fato.

Que ética é essa, que investe na vírgula para impedir o ponto final.

 

 

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/09/2016 - 12:15

EDUCAÇÃO PROFISSIONALIZANTE

Compartilhe: Twitter

Na Suíça não se estimula ninguém a fazer curso universitário. Se você não tem notas adequadas durante o Curso Secundário já é excluído em suas pretensões de cursar o Ensino Superior.

Assim, setenta por cento dos estudantes não entra na universidade. Faz cursos profissionalizantes.

Não sei bem as razões dessa politica educacional, mas parece a eles que universidade custa muito caro para os cofres públicos, a sociedade tem necessidade de bons profissionais para as muitas atividades exigidas e não há empregos suficientes para pessoas de nível universitário.

Assim, todo mundo que exerce atividades profissionais deve ser adequadamente formado. Como o salario mínimo que eles ganham é muito alto e a diferença entre os salários mais altos e mais baixos é relativamente pequena, temos uma sociedade satisfeita com o nível de vida, quer dizer, uma sociedade mais próxima da igualdade.

Um cidadão que serve pão, num supermercado é padeiro profissional formado e ganha 2.800 francos suíços por mês. Da mesma forma um encanador. Já um técnico em eletrônica recebe quase o mesmo salario que um engenheiro.

Há evidentemente um culto à meritocracia em tudo isso, mas sem rastos de desigualdade ou preconceitos.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/09/2016 - 11:45

O INDICIAMENTO DE LULA

Compartilhe: Twitter

Lula teria duas propriedades que não estão em seu nome, mas, por todas as circunstâncias foram ampliadas e melhoradas para seu uso e da família por empreiteiros ligados à Operação Lava Jato. Estas constatações e outros procedimentos levaram Lula e esposa a receberem do Ministério Público uma denuncia que deve ser aceita ou não pelo juiz Sergio Moro.

 

Essas denuncias seriam suficientes para abertura de um processo transformando Lula em réu, mas o ministério público, na entrevista de Delagnol, vai mais longe, acusa Lula de ser o chefe de um esquema que tornou-se o mais escabroso da historia deste país, e que quase levou a Petrobras à falência.

 

Todos sabemos que o esquema existe, já colocou inúmeros protagonistas ilustres na cadeia e continua celeremente no fórum de Curitiba e devagarmente no Supremo Tribunal Federal. Basta saber, com provas de evidência, se Lula foi mesmo autor e beneficiário, para que o juiz o condene.

 

Um procedimento politico moral de tal porte não tem geração espontânea. Nasce de um comando, de uma administração ou de um partido no poder. As provas são materiais ou presunção de fato, conforme o direito queira utilizá-las. O importante, mais que o direito, é promover a justiça.

 

Numa visão anglo saxônica do direito prevalece o julgamento ditado pelos costumes. Numa visão portuguesa do direito prevalecem, mais que os atos, os autos.

 

De qualquer forma a sociedade brasileira pede uma solução urgente para os problemas jurídicos revelados pela Operação Lava Jato. Nenhum país suporta ficar alheio a crimes cometidos contra os direitos da cidadania.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/09/2016 - 11:57

O RIO DO CHICO E DOS MISTÉRIOS

Compartilhe: Twitter

Levei um susto com a vida. Se a ficção é imprevisível num fim de novela, muito mais é a vida em seu decorrer singelo. O Velho Chico é uma novela rica de imagens e conteúdos e de todos os mistérios da vida, como a luta pela dignidade do trabalho que a vida exige.

Montagner representou, com todos os atributos artísticos exigidos pela novela, um personagem que se tornou imortal por duas vezes, na salvação e na morte.

O Velho Chico mistura tudo:

O índio que salva e o mesmo índio real que faz o elogio da morte.

A centenária que reduz o mundo à sua exclusiva descendência.

O vilão que só não planeja o próprio fim. Os filhos de todos os sangues que pedem a redenção.

O padre de aldeia que encarna a Igreja miserável e redentora do sertão.

O camponês sonhador, com a enxada e o amor cravados no coração, com a mesma capacidade de acolher e construir. Um personagem que o artista, agora morto, foi capaz de encarnar antes mesmo de conclui-lo.

Impossível não chorar diante do que não se entende. E nesta vida há uma abundância de desentendimentos. Uns, provocados pela nossa ignorância, outros, pela fatalidade.

Já não distingo Domingos de Santo. Ambos têm a mesma envergadura.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/09/2016 - 07:34

CLASSE ECONÔMICA

Compartilhe: Twitter

Hoje, ao contrario de antes, viajo em classe econômica e com passagem que minha filha me presenteou. Depois de tantos cargos políticos e públicos cheguei menos abonado à terceira idade. Creio que de nosso grupo político, só eu e o Zé Gregori temos que trabalhar depois dos oitenta anos, para pagar as contas. Sofremos uma espécie rara de empobrecimento ilícito.

Não digo essas coisas para me valorizar, mas para falar mal da classe econômica dos aviões. Se não houvesse o oceano Atlântico seria melhor viajar de ónibus, com poltronas espaçosas e até lanchinhos grátis.

Hoje, nos aviões internacionais, mesmo quando se compra as cadeiras da frente, o assento é insuportável. Absurdamente estreitos, para caberem 10 poltronas numa só fileira. Um cara robusto sentou-se a meu lado e dormiu na transversal; seus ombros ocuparam um terço do meu espaço e sua bunda outro terço no lado oposto, da vizinha. Fiquei encolhidinho no meu banco, lendo a grande poesia da violência que é a Ilíada. Além do aperto, os aviões resolveram adotar uma temperatura incrivelmente baixa nas cabinas. Disseram-me que é para evitar a proliferação dos agentes da Zika. Claro que o vizinho francês já tinha passado a mão no meu cobertor de bordo e já estava roncando. Quando chegou a refeição, comi como um japonês, com a bandejinha colada no meu queixo.

Não sei como, com tanto desconforto e aviões lotados, as empresas aéreas vivem na beira da falência, monopolizando-se para sobreviver?

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/09/2016 - 11:14

NESTA ELEIÇÃO SÓ FALTAM LÍDERES

Compartilhe: Twitter

Nas crises anteriores, antes e depois da redemocratização, tivemos líderes e candidatos a altura dos problemas: Teotônio Vilella, Franco Montoro, Ulisses Guimarães e Tancredo Neves, entre outros. Foram parlamentares dispostos e preparados para assumir cargos executivos. Foram candidatos em muitas eleições. Perderam e ganharam, mas sem rebaixar o nível nas disputas.

Hoje, mergulhados na grande crise da redemocratização, em todo o cardápio das eleições municipais, não vemos despertar uma única liderança capaz de responder às expectativas dos brasileiros, no Rio, em São Paulo ou em qualquer parte.

São Paulo, por exemplo, não é apenas mais uma cidade, ainda que metrópole. É um centro político, econômico, financeiro, cultural, industrial e de serviços, no qual transitam todas as decisões importantes do país. Se é verdade que o prefeito deva ser um bom zelador do cotidiano e um bom planejador do futuro, deve também ser um farol atento às realidades e demandas nacionais. Precisa ser, necessariamente, um líder de dimensão nacional e com amplo conhecimento do que se passa nas outras grandes cidades do mundo.

Os atuais candidatos paulistanos têm experiências e virtudes em campos específicos. Russomano, que ainda lidera as pesquisas, especializou-se no consumidor de pequenas causas. Outro, o prefeito, Haddad, tem uma visão urbanística do futuro mas se esquece que a cidade tem calçadas no presente. O novo candidato do PSDB , Doria, tem notória especialização em gestão de empresas, mas ainda não revelou-se o candidato necessário a ajudar a crise nacional. Marta, do PMDB, depois de sair do PT, tem o céu como perspectiva e o transporte publico como meio de atingi-lo. Nacionalmente está atrelada ao passado. Erundina tem mais coerência do que votos. Seu discurso ainda não se encontrou com o futuro. Young, da Rede, trás na bagagem o desenvolvimento sustentável e a defesa do Planeta, onde São Paulo está inserido. Faltam-lhe votos e programa objetivo.

Assim, qualquer que seja o nosso voto, terá respostas insuficientes. Resta-nos, contudo, votar no melhor.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo